Assalto ao Banco do Brasil de Rondônia – O caráter integro dos participantes – Final

O caráter íntegro das autoridades   Jair Queiroz Parte V Em meio a tantas falas espirituosas dos assaltantes, […]


Assalto ao Banco do Brasil de Rondônia – O caráter integro dos participantes – Final

O caráter íntegro das autoridades

 

Jair Queiroz

Parte V

Em meio a tantas falas espirituosas dos assaltantes, algumas se destacaram pelo tom elogioso ao trabalho da Polícia Civil de Rondônia. Sargento disse estar surpreso com a honestidade e integridade das autoridades e demais integrantes, o que, segundo ele, não era comum encontrar em alguns outros lugares. Destacou inclusive a forma técnica com que foram tratados durante a fase de apuração do crime.

Elencamos três situações demonstram a afirmativa desse tópico:

1 – Ao algemar o líder do grupo no aeroporto uma pulseira de ouro se desprendeu de seu braço, vindo a cair ao chão. Dr. Marinho a pegou e a guardou consigo. Era uma pulseira grossa, com mais de 40 gramas de ouro da melhor qualidade. Já na viatura o Delegado devolveu-a ao detido. Ele, surpreso, disse: – “Doutor, isso não é normal não! O Senhor pegou minha pulseira, uma joia cara dessas e está me devolvendo?! Ninguém faria isso em outro lugar!” Respondeu-lhe o Delegado: – “Estou lhe devolvendo, mas terá de ser entregue à autoridade que irá lavrar o auto, para que seja apreendida legalmente. Isso é o correto e assim será feito!”

2 – Na fase final da apuração no Gabinete do Secretário de Segurança Pública, Delegado Eurípedes Miranda, o Gerente do BB, disse: – “Senhores, esse dinheiro é segurado, portanto está todo garantido e os senhores podem nos procurar na segunda feira. Teremos de acordo com a seguradora o prazer em pagar o prêmio por esse brilhante trabalho.” Ouvindo tal proposta imediatamente do Dr. Miranda respondeu: – “Nosso único pagamento é termos cumprido a missão com presteza e eficiência. Agradeço, mas não aceitaremos nenhuma recompensa por isso!”

3 – Após todo o procedimento o Delegado Pedro Marinho retornou à Metropolitana e  estando sozinho, deparou-se com a bolsa do preso que havia ficado num canto. Pegou-a e ao abri-la viu que estava repleta de dinheiro. Imediatamente retornou para a Secretaria e a apresentou à equipe. O Gerente disse: – “Mas esse dinheiro não faz parte do montante, pois a contagem já foi feita e está tudo certo. Então não é nosso!” – “Pois meu também não é!” – disse o Delegado e entregou a bolsa com o valor para que fosse feita a apreensão.

E dessa forma então a maior quadrilha de assaltantes de bancos de época foi desarticulada pela Polícia Civil do Estado de Rondônia e o maior assalto à bancos em volume de dinheiro (só superado depois pelo assalto do Banco Central de Fortaleza), colocou a nossa briosa instituição no topo das manchetes pelo país para o orgulho de todos os seus componentes.


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