Mais uma das histórias da Polícia Civil , narrada por Francisco Alves Cipriano.

  Nos últimos anos da década de 90, ali no bairro Cidade Nova, havia uma gangue que aterrorizava […]


Mais uma das histórias da Polícia Civil , narrada por Francisco Alves Cipriano.

 

Nos últimos anos da década de 90, ali no bairro Cidade Nova, havia uma gangue que aterrorizava a pacata população daquele bairro, eles chegavam naqueles pequenos comércios, pegava o que queriam e os donos ficavam calados, temendo represária por parte dos meliantes.

Um comerciante de frutas vítima de tantos prejuízos, foi até o 4° DP registrar uma ocorrência referente ao fato. Fiz a ocorrência e o aconselhei o mesmo que quando os citados elementos aparecessem por lá, a vítima solicitasse a PM, ele aceitou o meu conselho, porém se deu mal. Realmente, a PM veio e os vagabundos fugiram, a vítima ficou conversando com os vizinhos referente ao caso, foi quando um dos elementos veio covardemente por trás com um facão, desferiu vários golpes na vítima, inclusive na cabeça e a vítima para não morrer, teve que sair correndo, deixando tudo para trás, populares socorreram o mesmo e levaram para o hospital João Paulo II, para fazer curativos.

Posteriormente, o mesmo foi até o 4° DP para fazer ocorrência de lesão corporal, lá eu me encontrava novamente e no dia seguinte, fui com o delegado Dr. Azael Pinheiro, cujo delegado era o titular do 4° DP e estive explicando para ele a situação, porque eu morava nas proximidades. Quando ele terminou de me ouvir, me olhou e disse: “A partir de amanhã, você não estará mais no comissariado, e sim, você vai fazer parte da equipe do SEVIC”, eu respondi: “Dr. eu não tenho mais idade para fazer parte da SEVIC”, o delegado perguntou a minha idade e respondi que eu tinha 60 anos, ele respondeu que também tinha quase a mesma idade e ele ia para a operação, que eu não deveria me preocupar, pois eu iria na viatura dele. Então eu voltei para casa e no dia seguinte, eu juntavamente com o saudoso Raimundo Cavalcante, fomos até o bairro Cidade Nova e deparamos com ruas bloqueadas, algumas com valas e outras com entulhos, a fim de dificultar a ação da polícia e finalmente sábado er a o dia da operação, avisei para a família que eu iria para essa operação, todos ficaram preocupados, pedindo que eu não fosse e eu me preparando para sair, minha filha de 8 anos pediu para que eu não fosse, que no dia seguinte ela iria justificar a minha falta ao delegado, mas eu não estava ligando para o que ela estava dizendo. A outra minha filha de 7 anos, se aproximou de mim e disse: “pai, não vá”, eu respondi: “peça pra Deus que eu vá e volte, eu não vou sozinho, os outros já estão me esperando”.

Chegando lá, seguimos em direção ao bairro Cidade Nova, 7 policiais em duas viaturas. Ao chegar no bairro, saímos em ruas separadas, sempre se comunicando através do rádio, até que fomos avisados onde os elementos estavam se preparando para entrar em ação, quando os mesmos foram surpreendidos pelos policiais, quando as duas viaturas chegaram ao mesmo tempo, não houve reação por parte dos meliantes, ordenando para que eles colocassem as mãos na parede e de costas, entregasse as mãos para serem algemados.

Retornamos ao 4° DP, de onde o Dr. Azael me liberou para que eu voltasse para casa, a operação foi um sucesso, com os objetivos alcançados, sem nenhum tiro disparado sequer.


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