O dia em que um cavalo foi trancafiado na xadrez do 8º Distrito Policial

  José Rodrigues JUNIOR. No final dos anos 90, com a criação do 8 º Distrito Policial,  no […]


O dia em que um cavalo foi trancafiado na xadrez do 8º Distrito Policial

 

José Rodrigues JUNIOR.

No final dos anos 90, com a criação do 8 º Distrito Policial,  no Bairro JK, vários policiais foram encaminhados para aquela nova unidade policial.

Eu depois de ter trabalhado por vários anos no 5º Distrito Policial, fui juntamente com outro colega que vou emitir o nome transferido para o 8º Distrito, mesmo contra a nossa vontade, considerando a distância do citado bairro.

Tudo transcorria bem, com as dificuldades e carências bem típicas daquela época, quando certo dia ao iniciarmos mais um plantão, eu e os colegas nos deparamos com um cavalo trancafiado num dos xadrezes, surpreso ficamos a indagar o que fazia aquele cavalo ali e eu fui perguntar ao delegado titular daquela delegacia, se porventura ele tinha conhecimento daquele fato.

O delegado entre surpreso e indignado, demonstrou seu temor que aquele fato chegasse ao conhecimento da imprensa e caísse no anedotário policial e até mesmo prejudicasse a sua carreira, ordenou que retirássemos o cavalo imediatamente da cela e alguém fosse buscar o enrolado policial, ele referindo ao comissário que acabara de largar o serviço, que por acaso era o mesmo colega que era oriundo junto comigo no 5º DP.

Ao tentarmos retirar o cavalo da estreita cela, foi muito difícil, pois o animal estressado se recusava a sair e até ameaçava nos atacar, quando então o delegado, mandou suspender o trabalho e esperar o comissário que sozinho teria, teria que fazer tal serviço, já que era o autor dessa insensatez.

Logo depois eis que chega ali o tal comissário e nem precisa dizer da irritação do delegado com o mesmo e a chacota feita pelos colegas policiais, quando o delegado exigiu explicações sobre aquele estranho procedimento e o colega acuado, ao explicar a detenção do animal, disse que trancafiou o mesmo já que o cavalo estava indevidamente comendo as bananas dos comerciantes estabelecidos ali nas proximidades da delegacia.

Depois disso bastante temeroso de se aproximar do cavalo e sob risos dos colegas presentes, o autor da detenção sozinho levou horas para fazer o animal deixar a cela e seguir o seu rumo e ainda ficou bem pesaroso com a possibilidade de o delegado fazer comunicação do fato a Corregedoria, o que felizmente não aconteceu e para ele o autor da façanha restou apenas a gozação permanente dos colegas.


1 Comentário

  1. Ricardo de Oliveira Costa disse:

    Bem legal essa história!

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