Cunha diz que governo o “escolheu” para investigação como tentativa de calá-lo



O presidente da Câmara dos Deputados preside sessão parlamentar na manhã desta quinta-feiraLuis Macedo/Câmara dos Deputados – 05.11.2015 O presidente da Câmara dos Deputados preside sessão parlamentar na manhã desta quinta-feira

No dia em que a Câmara dos Deputados definiu Fausto Pinato (PRB-SP) como relator do processo de cassação de Eduardo Cunha, o presidente da Casa voltou a rechaçar as acusações de propina e de montantes não declarados no exterior, acusando o governo Dilma Rousseff de tê-lo “escolhido” em uma tentativa de calar e retaliar sua atuação política.

“No momento correto, vou apresentar a defesa. Quando me derem prazo, a minha defesa irá conter todos os pontos”, disse Cunha a jornalistas, nesta quinta-feira (5). “Meus advogados vão tratar disso. Já nomeei um advogado para o Conselho de Ética e [o caso] vai ser tratado com calma, tranquilidade e com a riqueza de detalhes necessária.”

Na entrevista, Cunha negou que tenha adiantado a outros parlamentares detalhes da defesa que pretende apresentar ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, conforme veículos de imprensa publicaram horas antes.

De acordo com as informações, o peemedebista sustentaria aos colegas que não mentiu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Petrobras, meses atrás, quando negou ter dinheiro no exterior.

Cunha se tornou alvo preferencial dentro do Legislativo após a Procuradoria-Geral da República, comandada por Rodrigo Janot, ter anunciado o recebimento de extratos bancários que creditam ao deputado a titularidade de quatro contas na Suíça, país conhecido como paraíso fiscal. Em uma delas havia um depósito de 1,3 milhão de francos suíços.

Além disso, em processo de delação premiada, o lobista Fernando Soares – ou Fernando Baiano – garantiu ter pagado US$ 5 milhões em propinas a Cunha como garantia de um contrato de aluguel de navios-petroleiros pela Petrobras.

 

“Não existe isso. É como o parecer do impeachment da semana passada. Cadê o parecer do impeachment? Passaram 10 dias, todo mundo divulgou, colocou até que tinha contra e a favor, e não apareceu o parecer até hoje”, ressaltou Cunha sobre as informações divulgadas na imprensa a respeito de sua defesa, fazendo referência a reportagens que o mostravam como favorável ao pedido de impeachment da presidente.

Sobre o tema, cada vez mais cobrado por movimentos anti-Dilma, o peemedebista afirmou que aguarda o Supremo Tribunal Federal extinguir os recursos apresentados por ele contra as liminares dos ministros Teori Zavascki e Rosa Weber que suspenderam o rito definido para o impeachment na Câmara.

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