Jair Bolsonaro elogia Magno Malta, mas sobre ministério ‘perfil dele não se enquadrou’

’Bolsonaro relembrou que convidou Malta para ser vice-presidente em sua chapa
Francine Marquez

No dia da vitória, Malta estava ao lado de Bolsonaro, e fez uma oração em rede nacional

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou a jornalistas, nesta quarta-feira (5), apesar de não indicar o cargo, que o senador Magno Malta (PR-ES) sempre terá espaço no seu governo. “As portas estão abertas”.

Bolsonaro relembrou que convidou Malta para ser vice-presidente em sua chapa, mas o político preferiu concorrer a reeleição como senador.

O capitão reformado ressaltou que o senador poderá participar de seu governo de outra forma. “Ele pode servir à pátria estando ao meu lado ou em outra função”. Bolsonaro reafirmou ter uma dívida de gratidão com Malta. “Tenho uma dívida de gratidão com ele, me ajudou muito durante a campanha, mas não houve um comprometimento nesse sentido”.

E concluiu o assunto, ao afirmar que havia um desenho dos ministérios na cabeça, mas que “infelizmente não coube, o perfil dele não se enquadrou nessa questão”.

Amizade continua

Mais cedo, Magno Malta disse em entrevista a jornalista Amanda Audi que amizade com Bolsonaro continua. “A autoridade é dele, ele é o presidente desse país. A amizade não vai acabar porque durante dois meses da eleição eu achava que ia ser ministro e eu não fui ministro”.

O senador capixaba reafirmou apoio ao capitão reformado. “Esse é o nosso país e ele é nosso presidente. Se o Bolsonaro não me convidar pra nada, eu continuo guerreiro pela causa dele”.

Malta também confessou que vai deixar a vida pública, ele não conseguiu se reeleger nas eleições deste ano. “Foram 30 anos. Eu tenho um netinho de dois anos que fala mais do que a boca, eu quero ver crescer. Tem uma outra que está vindo, eu quero ver nascer e crescer também. Foram seis mandatos, né”.

Durante a entrevista, o senador buscou evitar polêmicas, não apontou ninguém, como possível culpado, por estar fora do futuro governo de Jair Bolsonaro e fugiu das perguntas mais “capciosas” afirmando que o seu papel foi feito.

Malta afirmou que esteve com Jair faz uns 15 dias, que disse ao futuro presidente que o Brasil precisa de um líder que tem Deus no coração. “Lembrei a ele da história do rei Salomão. Sabedoria. Orei e depois não falei mais nada. Fui embora”.

Sobre a indicação de sua assessora, Damares Alves, para o Ministério de Direitos Humanos, Família e Direitos da Mulher, Malta resumiu, “Se ele chamar ela, vai ser um reconhecimento do trabalho dela”.

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