Jair Queiroz conta a sua história na polícia

Certa vez fui acionado pelo então Secretário de Segurança, o saudoso Delegado Cézar Pizzano, para acompanhá-lo a Ji Paraná para mediar um conflito com Sem Terras que haviam invadido a Agência do Banco do Brasil.

A mediação foi tranquila e os invasores deixaram a agência, embora a negociação tenha demandado mais tempo que o esperado.

Retornamos para Ji Paraná, onde embarcaríamos de volta chegando lá próximo às 18h, mas devido ao horário a pista local já estava fechada pois o pequeno aeroporto não autorizava voos noturnos. Pernoitarmos então em Ji Paraná para sairmos no dia seguinte as 9h, pois o Secretário tinha compromissos inadiáveis.

Ocorre que as 7h da manhã agentes locais chegaram ao hotel avisando que os mesmos invasores haviam agora tomado e fechado a ponte sobre Rio Machado, o que demandou nova tentativa de “gerenciamento de crise”.

Os invasores estavam exaltados pois teriam sido informados que o Governador não iria se encontrar com eles, pois estava em Brasília. Houve tensão e ameaças. Alguns empunhavam foices e facões de forma ostensiva e ameaçadora. Estávamos literalmente cercados por Sem Terras, gritando palavras de ordem.

Eu e outros dois colegas locais tiramos facões de alguns, mas eram muitos e a ordem era apaziguar os ânimos. A contenda se estendeu até por volta das 15h, num calor causticante, muitos gritos, empurra-empurra – sem contar o cheiro de sovaco que invadia o espaço. Finalmente o Secretário/Delegado os convenceu e pudemos retornar a Porto Velho no final daquela tarde.

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