Janot revela plano para dar um tiro ‘na cara’ de Gilmar e depois se matar

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Ex-procurador geral da República conta o dia em que se armou para ir ao STF

Ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e seu novo hobbie: a aviação – Foto: Twitter

O ex-procurador geral da República Rodrigo Janot foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) armado, em 11 de maio de 2017, dirigiu-se à sala onde os ministros se reúnem antes de iniciar as sessões, e engatilhou um revólver que levava debaixo da beca para atirar “na cara” do ministro Gilmar Mendes, que estava a dois metros de distância, e depois se matar.

A informação foi revelada pela revista Veja, em reportagem sobre o livro de memórias que o ex-procurador geral da República vai lançar. Ele conta diversos bastidores desconhecidos da Lava Jato, como a oferta de cargos que diz ter recebido do então presidente Michel Temer e do hoje deputado Aécio Neves (PSDB-MG) para suspender as investigações contra eles.

Em seu livro “Nada Menos que Tudo”, Janot confessa que, naquele dia estava transtornado. Gilmar Mendes se transformara em crítico ferrenho dos métodos da força-tarefa da Lava-Jato. Eles não pronunciavam o nome do outro. O ministro se refere a Janot como bêbado e irresponsável. O ex-procurador costuma chamar Mendes de perverso e dissimulado.

Anulação do acordo de delação da gangue da JBS ainda aguarda decisão.
Seu depoimento sobre o episódio:

– “Esse ministro (Gilmar Mendes) costuma chegar atrasado às sessões. Quando cheguei à antessala do plenário, para minha surpresa, ele já estava lá. Não pensei duas vezes. Tirei a minha pistola da cintura, engatilhei, mantive-a encostada à perna e fui para cima dele. Mas algo estranho aconteceu. Quando procurei o gatilho, meu dedo indicador ficou paralisado. Eu sou destro. Mudei de mão. Tentei posicionar a pistola na mão esquerda, mas meu dedo paralisou de novo. Nesse momento, eu estava a menos de 2 metros dele. Não erro um tiro nessa distância. Pensei: ‘Isso é um sinal’. Acho que ele nem percebeu que esteve perto da morte. Depois disso, chamei meu secretário executivo, disse que não estava passando bem e fui embora. Não sei o que aconteceria se tivesse matado esse porta-­voz da iniquidade. Apenas sei que, na sequência, me mataria”.

A briga entre os dois saiu do controle quando Janot pediu ao STF para declarar Gilmar Mendes impedido de atuar em um processo que envolvia o empresário Eike Batista, alegando que a esposa do ministro, Guiomar Mendes, trabalhava no mesmo escritório de advocacia que defendia o empresário. Na sequência, foram publicadas notícias de que a filha de Janot era advogada de empreiteiras envolvidas na Lava-­Jato o que também colocaria o pai na condição de suspeito. O procurador acusava Gilmar como origem da informação e decidiu matá-lo.

O livro, escrito pelos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin, será lançado na próxima semana.

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