PF – No apagar das luzes: pressão do governo forçou a categoria a assinar acordo – Era pegar ou largar…

WhatsApp
Facebook
Twitter

mpogNas últimas horas do governo Dilma, na noite do dia 11, a FENAPEF foi surpreendida por um telefonema da Secretária de Relações do Trabalho do MPOG informando que o Governo teria uma proposta de negociação salarial para a Polícia Federal. O Governo, que havia divulgado no dia anterior que não mais apresentaria proposta aos policiais federais, causou uma reviravolta diante da dificuldade em mobilizar todos os sindicalizados em poucas horas para a tomada de tão importante decisão. Era pegar ou largar…

A proposta apresentada foi diferente de tudo o que estava sendo negociado com o Governo Federal, através da Casa Civil, Ministério da Justiça e Ministério do Planejamento. O MPOG, ao considerar um pedido equivocado feito de forma unilateral pela Direção Geral, através dos delegados Leandro Daiello e Luiz Pontel, de isonomia com as negociações realizadas com a Receita Federal (que ofereceu um “bônus” diferenciado e variável para Auditores e Analistas), desprezou o acordo assinado entre todas categorias da Polícia Federal e adotou um absurdo paralelismo que aumentou do fosso salarial entre os cargos da Carreira Policial Federal.

Para o Presidente da Fenapef, Luis Boudens, as negociações da Polícia Federal deveriam ter se pautado no Termo de Acordo conjunto que foi celebrado em 29/01/2016 entre todas as entidades de classe da Polícia Federal (ABRAPOL, ADPF, ANEPF, ANSEF, APCF, FENADEPOL e FENAPEF), que tratou das negociações salariais e reestruturação da Carreira Policial Federal, após uma difícil e demorada negociação. O Termo de Acordo conjunto foi ratificado pelo Diretor-Geral da Polícia Federal e encaminhado desde 11/03/2016 ao Ministério da Justiça e Ministro do Planejamento e Gestão.

Na proposta do Governo não foi apresentado qualquer critério ou fundamento técnico-jurídico que justificasse o afastamento ainda maior entre os cargos da carreira, que já apresentam 55% de diferença salarial. Por muito pouco a nossa paridade também não foi afetada, pois na negociação da Receita Federal, os servidores abriram mão do subsídio e aceitaram um valor diferenciado entre ativos e aposentados para o “bônus” oferecido além do percentual de 21,3%.

O reajuste (reposição da inflação) que foi oferecido pelo governo aos Policiais Federais divergiu no que se refere a somente ser pago em janeiro de 2017 e não em agosto de 2016, como as demais categorias do Serviço Público Federal. Por outro lado, conseguiu-se manter a paridade entre ativos e aposentados, bandeira principal de luta da FENAPEF desde o início de todo o processo de negociação salarial. Nenhum item da chamada “pauta não-remuneratória” foi aceito pelo Governo Federal como parte do acordo, para nenhum cargo da Polícia Federal. A união dos cargos de Agente e Escrivão e as atribuições de nível superior, buscadas de forma insistente e aguerrida pelos negociadores, foram prejudicadas neste processo açodado promovido pelo Governo que se despediu do comando da República.

Os Presidentes dos 27 Sindicatos estaduais foram informados da proposta, sendo-lhes solicitada uma consulta urgente – e de forma justificadamente excepcional – aos sindicalizados, respeitando, obviamente, as restrições estatutárias e também as limitações de algumas localidades em acionamento da base pelo adiantar da hora. Como resultado final dessa consulta, foi-nos informado o seguinte quórum: 16 (dezesseis) sindicatos pela aprovação e 01 (um) sindicato pela rejeição. Os outros dez sindicatos se abstiveram de votar, alguns instalaram AGEs no dia seguinte.

De posse do resultado das votações, o grupo negociador foi ao MPOG, na tentativa de obter melhorias para a proposta anunciada. A Diretoria da Federação Nacional dos Policiais Federais analisou todos os prós e contras dessa proposta, sem perder de vista o cenário político da iminente votação do processo de impeachment presidencial. Por fim, após mais de três horas de intenso debate, sem que houvesse recuo do Governo Federal, e com os votos dos sindicatos computados até a meia-noite (hora de Brasília), foi assinado o Termo de Acordo, disponibilizado em anexo.

A FENAPEF continuará no seu esforço para a reestruturação de cargos da Carreira Policial Federal junto agora ao novo Governo Temer e afirma que permanecerá perseguindo as melhorias necessárias para a categoria, visando inclusive estender os mesmos valores do bônus que foi oferecido aos peritos e delegados, pois integram a mesma carreira policial federal de nível superior definida no art. 144, §1º da Constituição Federal e na Lei nº 9266/96.

Causa espécie que seja oferecido um valor diferenciado aos Delegados Federais em detrimento dos demais cargos. Nos últimos meses a Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) vem acusando o governo de contingenciar a Polícia Federal para impedir avanços na Operação Lava Jato. Em 2014, às vésperas das eleições para Presidente e Deputados, o Deputado Federal Fernando Francischini, que é delegado federal, divulgou na imprensa que colocou o “Governo de Joelhos” e conseguiu a edição da Medida Provisória nº 657/2014, que foi convertida na Lei nº 13.047/2014, concedendo enormes poderes aos delegados federais, com prerrogativas equiparadas aos Juízes e Procuradores. A história se repete?

 

Agência Fenapef

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias

IMG-20250820-WA0133
Ministro Waldez Gois, recebe sindicalistas dos ex-Territórios
Diretores do Sinpfetro, recebem DIretores do Sinpol
Igreja
Juscelino Moraes do Amaral é homenageado pelo 5° BEC.
Juscelino Moraes do Amaral é homenageado pelo 5° BEC.
Juscelino Moraes do Amaral é homenageado pelo 5° BEC.
Policial Coruja é Homenageado pelo 5º BEC em Cerimônia Comemorativa 2
Policial Coruja é Homenageado pelo 5º BEC em Cerimônia Comemorativa
Screenshot_20250729_172005_Gallery
Novas mudanças nos aptos do Sinpfetro
Screenshot_20240305_093343_Gallery
Unimed - Vagas disponiveis para aulas de danças
Screenshot_20240305_093343_Gallery
Convite especial da Unimed

Últimas do Acervo

Screenshot_20250815_082944_WhatsApp
Luto - Raimundo Nonato Ribeiro - Mão Grande
Screenshot_20250608_200007_WhatsApp
Luto - Jean Fialho Carvalho
Screenshot_20250510_164254_Facebook
Luto - Heloisa Brasil da Silva
Screenshot_20250416_120604_Facebook
Luto - Paulo Afonso Ferreira
Screenshot_20250317_110142_Chrome
Luto - Morre o Cel. Walnir Ferro
Screenshot_20250314_174025_WhatsApp
Homenagem do Tribunal de Justiça de Rondônia, a sindicalizada, Maria Ivanilda de Andrade
Screenshot_20250314_130349_Facebook
GUERREIRAS DA LEI: HONRA E CORAGEM DAS MULHERES POLICIAIS CIVIS
FB_IMG_1740562478358
HOMENAGEM "POST MORTEM" AO DR. JOSÉ ADELINO DA SILVA.
Screenshot_20250114_065730_Chrome
Quatro anos do falecimento do colega José Rodrigues Sicsu
Screenshot_20250111_050851_Gallery
Dois anos do falecimento do colega Dativo Francisco França Filho

Conte sua história

Screenshot_20250314_130349_Facebook
GUERREIRAS DA LEI: HONRA E CORAGEM DAS MULHERES POLICIAIS CIVIS
20220903_061321
Suicídio em Rondônia - Enforcamento na cela.
20220902_053249
Em estrada de barro, cadáver cai de rabecão
20220818_201452
A explosao de um quartel em Cacoal
20220817_155512
O risco de uma tragédia
20220817_064227
Assaltos a bancos continuam em nossos dias
116208107_10223720050895198_6489308194031296448_n
O começo de uma aventura que deu certo - Antonio Augusto Guimarães
245944177_10227235180291236_4122698932623636460_n
Três episódios da delegada Ivanilda Andrade na Polícia - Pedro Marinho
gabinete
O dia em que um preso, tentou esmurrar um delegado dentro do seu gabinete - Pedro Marinho.
Sem título
Em Porto Velho assaltantes levaram até o pesado cofre da Padaria Popular