João Paulo das Virgens conta conta a sua terceira história na Polícia Civil – Kojak

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No início dos Anos 80 o saudoso Claudionor Silva, o Kojak, foi reformado como cabo do Exército e o mesmo desejoso de ingressar na Polícia Civil, mesmo estando reformado ele diariamente vestia a sua farda do Exército e amanhecia no gabinete do Governador Jorge Teixeira, querendo solicitar a nomeação.

 Quando o governador adentrava na ante-sala do seu gabinete sempre cercado de secretários e assessores, ele Kojak rapidamente se postava de pé juntava os coturnos e fazendo continência e gritava: ‘Pronto Coronel, cabo Claudionor se apresentando’, grito que muitas vezes até assustava o próprio coronel e as demais pessoas presentes.

 O certo é que as visitas diárias que Kojak, fazia ao palácio do governo não surtiam efeito, pois sempre alegando falta de disponibilidade a secretaria do governador adiava a esperada audiência que Kojak queria ter com o governador, para então fazer o seu pedido.

 Diante das dificuldades de ser atendido no gabinete governamental, Kojak então mudou de tática e passou a fazer plantão às 6 horas da manhã na frente da Casa do Governador no centro da cidade e ficava por ali conversando com Dodó motorista do coronel Teixeira, que quando aparecia KojaK devidamente fardado prestava continência e repetia o velho grito: ‘Pronto coronel, Cabo Claudionor se apresentando”,  Jorge Teixeira, respondia a continência e deizia ao seu dispor e rapidamente adentrava no veiculo oficial e Kojak nunca conseguia falar direito com ele.

 Esse cerco ao governador era diário e demorou meses, até que um dia ele Jorge Teixeira que já não aguentava mais, falou para o então secretário de Segurança Hélio Maximo, que arrumasse um emprego para ele Kojak na policia civil, pois ele o governador já não aguentava mais o cerco diário.

 No dia seguinte chamado a SSP/RO, Kojac logo cedo apareceu fardado no gabinete do secretário e ao entrar juntou os pés e sapecou uma ‘Pronto comandante as duas ordens’, tendo então Hélio Maximo muito sisudo dito a ele: ‘Kojak você vai ser contratado, mas evidente não pode andar por ai com a farda do Exército exercendo uma atividade civil, portanto, você só deve vesti-la quando for participar lá no quartel de algum evento militar.

 Mesmo sem receber a arma ou documento funcional, Kojak foi colocado para estagiar comigo e demais policiais da equipe, tendo alguns dias depois a equipe sido designada para ir numa diligencia atrás dos fugitivos da Ilha de Santo Antonio e lá em Jaci-Paraná ficamos a noite inteira escondido debaixo de uma ponte e pedindo que todos ficassem de forma mais discreta possível, pois sequer era permitido acender cigarros, para assim surpreender os fugitivos, Mas não tinha quem fizesse Kojak ficar quieto, pois não parou a noite inteira contanto historias que dizia ter vivido no Exército. 

 Perto do amanhecer resolvemos subir para a estrada e pouco tempo depois, eis, que alguns dos fugitivos apareceram num carro e então ocorreu intenso tiroteio, porém eles conseguiram furar o cerco e passaram por nós, ocasião em que eu e os colegas entramos na viatura e eu falei para o motorista Raimundinho motora, vamos rapidamente  atrás dos bandidos, tendo o mesmo se recusado a dar partida no carro, pois Kojak na hora dos tiros, tinha se enfiado debaixo do veiculo e ainda se encontrava lá, quando então eu disse ao mesmo, que acionasse o motor que ele com certeza sairia, tendo Raimundinho ligado o motor, mas mesmo assim não havia jeito de fazer ele Kojak sair, o que obrigou a todos a descerem para com muito custo retirar Kojak de debaixo do veiculo, tendo demorado muito para convencê-lo, tendo os colegas dito  ao mesmo que já poderia sair, pois não existia mais nenhum risco.

 O certo é que com o tempo perdido convencendo Kojak a sair debaixo da viatura , ao seguir atrás dos bandidos, já não foi possível alcançá-los e prende-los o que já veio há acontecer três dias depois já perto de Abunã.

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