Metade dos servidores federais poderá se aposentar em dez anos

WhatsApp
Facebook
Twitter

Metade dos servidores do Executivo federal poderá se aposentar nos próximos dez anos. E a forma como o governo vai repor – ou não – esses profissionais terá grande impacto sobre as contas públicas nas próximas décadas, segundo um amplo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), do governo federal.

Realizado ao longo de 2017, o trabalho foi publicado em fevereiro deste ano. Os pesquisadores Bernardo Schettini, Gustavo Pires e Cláudio Hamilton dos Santos fizeram simulações com base em dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape), que abrange os empregados do Poder Executivo civil federal.

O estudo concluiu que 28% dos servidores ficariam elegíveis à aposentadoria, preenchendo os requisitos mínimos, até o fim de 2017. Isto é, eles podem deixar o serviço público assim que quiserem. Outros 23%, segundo o estudo, estarão aptos em algum momento ao longo dos próximos dez anos. Ao todo, portanto, 51% dos empregados civis do Executivo federal poderão se aposentar até 2027.

Caso a reforma da Previdência fosse aprovada com o mesmo texto que passou pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados em maio de 2017 (a PEC 287-A), o porcentual de servidores que desde já poderiam se aposentar não seria afetado e permaneceria em 28%, mas a proporção dos que se habilitariam para a aposentadoria no decorrer de uma década cairia para 20%, reduzindo assim o total para 48%.

A quantidade efetiva de aposentados nesse período, no entanto, tende a ser menor, porque nem todos os servidores deixam o serviço público logo que conseguem atender aos critérios mínimos de aposentadoria. Em vez disso, parte deles prefere aguardar alguns anos até cumprir condições que permitam um benefício de valor mais alto.

Considerando esse comportamento, os pesquisadores do Ipea fizeram uma “distribuição de probabilidade”, simulando um processo mais gradual de aposentadoria. Nessa estimativa, cerca de 46% dos servidores civis federais devem se aposentar nos próximos dez anos, caso não haja reforma da Previdência.

Se a reforma for aprovada, esse porcentual cai para 36%. E com isso o governo deixa de gastar cerca de R$ 78 bilhões em benefícios previdenciários ao longo de uma década, o equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016, dos quais R$ 32 bilhões em pensões por morte e R$ 45 bilhões em aposentadorias.

Menos concursos, salários iniciais mais baixos

A questão é que nem toda a redução de gastos com a Previdência do funcionalismo significaria uma economia efetiva para os cofres públicos, dizem os autores do estudo. Por um motivo simples: se por um lado o servidor vai demorar mais para se aposentar, o que alivia a despesa previdenciária, por outro ficará mais tempo na folha de pagamento dos funcionários ativos.

Para poupar mesmo, o governo terá de controlar a reposição dos aposentados, deixando de preencher parte dos cargos que ficarem vagos – o que significa negar pedidos de concurso até determinado limite – ou reduzindo os salários de entrada no serviço público. Ou uma combinação de ambos.

“As simulações para a reposição evidenciaram que não é pequena a economia viável de ser obtida pelo governo adotando uma política mais restritiva de contratação aliada a menores salários de entrada para os novos concursados”, apontam os pesquisadores.

No cenário em que o governo diminui em 10% os quadros de cada órgão, a despesa com a folha salarial diminuiria R$ 44,3 bilhões no acumulado de uma década, ou 0,7% do PIB de 2016. Em caso de aprovação da reforma da Previdência, essa economia seria ligeiramente menor, de R$ 42,8 bilhões, porque menos pessoas se aposentariam ao longo desses anos, permanecendo mais tempo na folha de ativos.

Os pesquisadores do Ipea projetaram o efeito de cortes mais drásticos no quadro de pessoal, que naturalmente levariam a gastos ainda mais baixos. Uma redução de 40%, por exemplo, diminuiria a despesa com salários em R$ 104,3 bilhões ao longo de uma década no cenário sem reforma da Previdência, ou em R$ 83,8 bilhões com reforma.

Fonte: Gazeta do Povo,

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias

IMG_20260626_173917
Energia solar na Sede do Sinpfetro
IMG_20260626_173917
Dia 29, o atendimento na Sede, será apenas na parte da manhã
IMG_20260626_160053
Luto - Morre Esron Penha de de Menezes. - 2009
IMG-20260401-WA0095
Validade cadastral e o cadastramento do Auxílio Saúde'
IMG_20260409_134602
Reforma do Clube de Cacoal
IMG_20260406_080326
Rodrigo Marinho é pré-candidato em outubro vindouro.
IMG_20260405_104022
Feliz Páscoa aos nossos sinficalizados
IMG-20260401-WA0095
Faça sua validação cadastral
IMG_20260330_095701
Galeria dos Delegados Gerais da Polícia Civil de Rondonia
IMG_20260317_101959
luto - Nota de Pesar - Rudhen Russelakiz

Últimas do Acervo

IMG_20260812_135032
Café da manhã foi cancelado nesta sexta-feira dia 14
IMG_20260808_083438
Aniversariante do dia: José Nivaldo de Almeida.
IMG_20260807_140427
Aniversariante do dia - Raimundo Nonato Souza de Araújo
Aniversariante do dia: Jovely Gonçalves de Almeida.
IMG_20260806_150548
Aniversario do colega Maria Dolores Alves Brandão
IMG_20260806_150530
IMG_20260718_200847
Seis anos da morte da morte do colega Antonio Jose Lizardo.
IMG_20260718_054812
Dois anos do falecimento do colega Adalberto Mendanha
IMG_20260715_154229
Nota de pesar - Lucy Rosa Paula
IMG_20260711_084434
Onze anos da morte do colega Justino Alves

Conte sua história

Screenshot_20250314_130349_Facebook
GUERREIRAS DA LEI: HONRA E CORAGEM DAS MULHERES POLICIAIS CIVIS
20220903_061321
Suicídio em Rondônia - Enforcamento na cela.
20220902_053249
Em estrada de barro, cadáver cai de rabecão
20220818_201452
A explosao de um quartel em Cacoal
20220817_155512
O risco de uma tragédia
20220817_064227
Assaltos a bancos continuam em nossos dias
116208107_10223720050895198_6489308194031296448_n
O começo de uma aventura que deu certo - Antonio Augusto Guimarães
245944177_10227235180291236_4122698932623636460_n
Três episódios da delegada Ivanilda Andrade na Polícia - Pedro Marinho
gabinete
O dia em que um preso, tentou esmurrar um delegado dentro do seu gabinete - Pedro Marinho.
Sem título
Em Porto Velho assaltantes levaram até o pesado cofre da Padaria Popular