Reflexões de um sessentão – Jair Queiroz

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Faz pouco mais de uma hora que cheguei aos 60 anos e é estranho dizer isso, mas está sendo um dia como outro qualquer. Não senti nenhuma dor nova, nem fiquei mais sério, mais sisudo…nada! Apenas cheguei aos 60 anos, idade que parecia que só meus pais poderiam ter.

Agora já posso responder à pergunta inquietante que todos nós fazemos durante a juventude: Como será que é ser velho?

Sim, agora já tenho a resposta: Ser velho, pelo menos na minha experiência é como ser novo, só que cronologicamente ao contrário. Ou seja, continuamos tendo sonhos e projetos, continuamos amando, desejando, mas não mais para um futuro distante e incerto, mas para um fim cada vez mais próximo e certo, mesmo que demore 10, 20, 30 anos ou mais. A certeza, portanto está para a velhice, como a incerteza está para a juventude.

O proximidade do fim não representa ameaça, não nos intimida. Aliás, é estranhamente instigante pensar que um dia temos o direito de acabar, ou, na verdade, fechar o círculo da vida. É cumprir o TAO na essência; é atingir o absoluto!

Nesse processo gradativo vamos superando as impetuosidades do ID, amainando as ações controladoras do SUPER EGO, para, enfim, deparamos cara a cara com nós mesmos. Ou seja, envelhecer é realizar o EGO na plenitude; é conhecer-se para encerrar uma etapa e recomeçar outra com maior consciência. É mais ou menos como uma preparação para o vestibular da vida. A morte é o exame e a aprovação nele é o que nos conduzirá ao aperfeiçoamento. Óbvio que nem todos se preparam para esse vestibular e por isso temem o exame e por isso reprovam.

A nossa presença individual será concluída neste plano, mas seguirá na presença coletiva através dos filhos, netos, …. Ou seja, ao findar meu ciclo tenho a certeza de que não desaparecerei, mas ao contrário, me multiplicarei.

Ah, mas é claro que quem faz aniversário quer ganhar um presente e eu espero isso se vocês. Quero um presente, mas não algo comum, consumível, descartável. Quero ganhar o direito de poder sentir-me verdadeiramente melhor do que fui, de ser um homem lapidado nas cruezas da vida, mas que já pode ser considerado vencedor por ter conseguido envelhecer. Quero, portanto, sentir o abraço fraterno e acolhedor de todos, mesmo dos que estão distantes e dizer-lhes que estou aqui à disposição de quem precisar de uma palavra amiga, de um ouvinte silente que pode ouvir a dor, a amargura, o desespero… Meu presente será poder dividir o que aprendi e o que vivi, para que minha presença no mundo seja justificada.

Amo a vida que ELE me permitiu VIVER!!

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