Reajuste salarial – Sem apoio do governo, servidores podem retomar movimento grevistas

WhatsApp
Facebook
Twitter

REAJUSTE SALARIAL
SEM APOIO DO GOVERNO, SERVIDORES PODEM RETOMAR MOVIMENTOS GREVISTAS
DIVERSAS CATEGORIAS SE PREPARAM PARA ENDURECER OS MOVIMENTOS
Publicado: 19 de setembro de 2016 às 14:35
Redação

GOVERNO NÃO VAI MAIS ORIENTAR SUA BASE A APROVAR O TEXTOS QUE JÁ TRAMITAM NO CONGRESSO (FOTO: EBC)
PUBLICIDADE

A nova disposição do governo federal em suspender o apoio à aprovação das propostas de reajustes salariais de servidores públicos que tramitam no Congresso Nacional deve esquentar a semana em Brasília, com diversas categorias se preparando para endurecer os movimentos grevistas iniciados nos últimos meses.
Na última sexta-feira, 16, o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, mostrou que novos projetos não serão enviados ao Legislativo e o governo não vai mais orientar sua base a aprovar o textos que já tramitam no Congresso.

Ciente da nova postura do governo, o presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno, convocou para terça-feira, 20, uma assembleia com os servidores da categoria para deliberar qual o rumo o movimento de reivindicação dos auditores fiscais da Receita Federal irá tomar.

A “operação padrão” da categoria no fim de julho em portos e aeroportos ameaçou criar problemas para a chegada de turistas e atletas nas vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O movimento foi abrandado, no entanto, com o envio ao Congresso da proposta de reajuste dos auditores. Agora, com a retirada de apoio do governo ao seu próprio projeto, o recrudescimento da greve voltará à pauta.

“Amanhã faremos uma análise conjunta a partir dessas novas declarações de integrantes da cúpula do governo. Não há decisão ainda, mas o retorno do pente-fino nas alfândegas pode ser pautado na reunião”, afirmou Damasceno. O projeto de reajuste da Receita ainda está em fase de apresentação de emendas na Comissão Especial que analisa a proposta na Câmara dos Deputados.

Já os servidores do Tesouro Nacional, que estiveram em greve e agora adotam também uma espécie de “operação padrão”, estão do lado oposto dessa briga. A categoria exige isonomia de tratamento com a Receita Federal, mas estaria disposta a voltar integralmente ao trabalho caso não haja reajustes para ninguém. “O governo sofrerá pressões muito grandes se não conceder os reajustes que estão no Congresso, mas acreditamos que de fato não há espaço fiscal neste ano”, considera o presidente da Unacon Sindical, Rudinei Marques.

No entanto, os analistas e técnicos do Tesouro vão esperar um fato concreto que demonstre a disposição do governo em paralisar os processos salariais neste ano. E isso só deve ocorrer em outubro. “Só a disposição do governo não basta. Vamos esperar as votações após o ‘recesso branco‘ do Congresso para voltarmos à normalidade, caso os reajustes sejam de fato suspensos”, completou.

Com a greve, o relatório mensal da Dívida Pública referente a julho não foi publicado no mês passado, e o resultado fiscal do Governo Central do mesmo mês teve uma divulgação apenas parcial.

Também na espera por reajuste nos salários, os servidores do Itamaraty estão realizando uma assembleia na manhã desta segunda-feira. O SindItamaraty confirmou que houve corte integral do ponto dos servidores que fizeram greve em agosto, com casos em que os contracheques dos funcionários vieram até mesmo no negativo. Também houve exonerações de cargos comissionados ocupados por servidores.

Ao todo, 13 categorias aguardam a votação de seus aumentos no Congresso. São elas: Receita Federal, Auditoria do Trabalho, DNIT, Incra, servidores das áreas de Políticas Sociais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil dos Ex-Territórios, servidores da área de Infraestrutura, Diplomatas, Oficiais de Chancelaria, Magistrados e Procuradores. Se esses projetos não forem aprovados, o governo poderá economizar R$ 7,166 bilhões no ano que vem. (AE)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias

IMG_20260626_173917
Energia solar na Sede do Sinpfetro
IMG_20260626_173917
Dia 29, o atendimento na Sede, será apenas na parte da manhã
IMG_20260626_160053
Luto - Morre Esron Penha de de Menezes. - 2009
IMG-20260401-WA0095
Validade cadastral e o cadastramento do Auxílio Saúde'
IMG_20260409_134602
Reforma do Clube de Cacoal
IMG_20260406_080326
Rodrigo Marinho é pré-candidato em outubro vindouro.
IMG_20260405_104022
Feliz Páscoa aos nossos sinficalizados
IMG-20260401-WA0095
Faça sua validação cadastral
IMG_20260330_095701
Galeria dos Delegados Gerais da Polícia Civil de Rondonia
IMG_20260317_101959
luto - Nota de Pesar - Rudhen Russelakiz

Últimas do Acervo

IMG_20260718_200847
Seis anos da morte da morte do colega Antonio Jose Lizardo.
IMG_20260718_054812
Dois anos do falecimento do colega Adalberto Mendanha
IMG_20260715_154229
Nota de pesar - Lucy Rosa Paula
IMG_20260711_084434
Onze anos da morte do colega Justino Alves
IMG_20260701_170219
Dois anos do falecimento do colega, Jessé Mendonça Bittencourt
IMG_20260606_090130
Quatro anos do falecimento da colega Vera Lucia dos Santos
IMG_20260524_165905
Luto - Almir Nery de Souza
IMG-20260401-WA0095
Faça sua validação cadastral
IMG_20260330_095701
Galeria dos Delegados Gerais da Polícia Civil de Rondonia
IMG_20260303_223701
Luto - Pedro Lucas Caetano

Conte sua história

Screenshot_20250314_130349_Facebook
GUERREIRAS DA LEI: HONRA E CORAGEM DAS MULHERES POLICIAIS CIVIS
20220903_061321
Suicídio em Rondônia - Enforcamento na cela.
20220902_053249
Em estrada de barro, cadáver cai de rabecão
20220818_201452
A explosao de um quartel em Cacoal
20220817_155512
O risco de uma tragédia
20220817_064227
Assaltos a bancos continuam em nossos dias
116208107_10223720050895198_6489308194031296448_n
O começo de uma aventura que deu certo - Antonio Augusto Guimarães
245944177_10227235180291236_4122698932623636460_n
Três episódios da delegada Ivanilda Andrade na Polícia - Pedro Marinho
gabinete
O dia em que um preso, tentou esmurrar um delegado dentro do seu gabinete - Pedro Marinho.
Sem título
Em Porto Velho assaltantes levaram até o pesado cofre da Padaria Popular