ASSALTO AO BANCO DO BRASIL DE RONDÔNIA – Parte III

ASSALTO AO BANCO DO BRASIL Jair Queiroz Considerado na época o maior assalto a banco no Brasil em […]


ASSALTO AO BANCO DO BRASIL DE RONDÔNIA – Parte III

ASSALTO AO BANCO DO BRASIL

Jair Queiroz

Considerado na época o maior assalto a banco no Brasil em volume de dinheiro.

Os Retratos Falados e

Parte III

Os retratos falados da época eram confeccionados a mão livre, com lápis em folha de sulfite, mas foram fundamentais para a solução do caso. Tal fato foi comentado pelos Jornais locais e noticiado pelo Jornal O Globo, do Rio de Janeiro, além de relatos dos colegas e dos próprios presos.

O que ocorreu foi o seguinte: Após o assalto a quadrilha permaneceu no esconderijo, esperando a “poeira baixar”. Era uma casa alugada por um cidadão sem passagem pela polícia, mas que havia sido cooptado pela quadrilha. O bando possuía um caminhão baú no qual os integrantes se ocultavam durante seus movimentos pela cidade, inclusive no dia do assalto. Foi usado também para o transporte do dinheiro da agência até o esconderijo e seria empregado para tirar o dinheiro do Estado de Rondônia. O caminhão ficava no pátio da casa onde e os membros do grupo desciam ocultos pelos muros e não eram vistos pelos vizinhos que de nada desconfiavam, achando que lá morava apenas o homem que a alugou e que já a habitava havia dois meses, se mostrando simpático e cordial com a vizinhança.

No dia seguinte ao assalto, pela manhã, Sargento e Mexicano saíram de táxi e foram para o centro da cidade “passar o pano” e ver se a barra estava limpa para planejarem a evasão. Na Avenida 7 de Setembro, em frente a Galeria Lacerda, numa banca de revistas, avistaram os retratos falados estampados na primeira página do Jornal O Estadão do Norte. Isso os teria incomodado devido à semelhança com suas aparências. O próprio Sargento disse que se arrependeu de estar nas ruas, pois de acordo com os retratos falados poderiam ser reconhecidos. Por isso voltaram para a base para reprogramarem a saída da cidade o mais rápido possível. Foi então que foram comprar passagens em uma agencia de viagem e lá, concidentemente estava também o Auditor, senhor Canindé e o fato que se desenrolou na sequência, culminando na prisão no aeroporto. Leia o próximo capitulo.


1 Comentário

  1. Salomão Grana disse:

    São histórias como essa que provam o valor imensurável que tem a polícia civil de cada estado da federação, nosso trabalho é essencial, sou PC/RO, aposentado

Deixe seu comentário!

Informe seu nome
Informe seu email