Noberto Melo Savalla conta mais uma história da Polícia Civil de Rondônia

No de 1977 ou 78, o finado subdelegados ROMÃO que era o responsável pela comunidade de São Pedro […]


Noberto Melo Savalla conta mais uma história da Polícia Civil de Rondônia

No de 1977 ou 78, o finado subdelegados ROMÃO que era o responsável pela comunidade de São Pedro e ali perto ficava a entrada da Mineração Oriente Novo cerca de 80 km próximo a Ariquemes.

Naquela época, era de praxe nessas localidades um outeiro na entrada da rodovia e ali tinha um e quem era a proprietária era uma senhora que tinha um filho que se achava o valentão do local.

Esse elemento costumava espancar as mulheres que ali faziam ponto ali nas proximidades. Ocorre que uma delas não se amedrontou com o valentão e foi a delegacia fazer a devida denúncia contra o mesmo. O  subdelegado ROMÃO  então foi até o outeiro para falar com o sujeito para fazer com que ele parasse com aquelas ameaças, porém como o subdelegados Romão já era uma pessoa de idade avançada, o indivíduo não respeitou e ainda ameaçou o pólicial, tendo tal fato ocorrido num dia sábado.

Naquela oportunidade o subdelegados Romão se dirigiu até a Central de Polícia na capital, onde relatou o fato ao comissário de plantão, tendo ele o comissário de imediato comunicado o ocorrido ao então Secretário José Mário, tendo a autoridade se dirigido imediatamente à Central de Polícia onde foi informado com mais detalhes da situação pelo próprio Romão. Ato contínuo o secretário mandou seu motorista a minha residência me buscar e em seguida o policial Francisco Jaime.

Após termos chegado à Central, fomos informados pelo próprio secretário da situação e de ele determinou de imediato nosso deslocamento aquele o local para conduzir aquele sujeito atrevido até à Central.

Antes de irmos ao local o subdelegados Romão nos informou que esse sujeito de acordo com seus informantes, teria algumas armas escondidas no entorno da sua residência e que portanto, deveríamos ter bastante cuidado. Então, acompanhado pelos policiais Jaime, Rivoredo (Já falecido) e o motorista conhecido por Dente de Ouro ( também já falecido) nos dirigimos até àquela localidade.

Quando chegamos ao local, o indivíduo nos viu e já saiu correndo e se enfiando na mata próxima a sua residência, que também servia de Estábulo, quando então descemos da viatura e o Jaime também sabedor da fama do indivíduo e do jeito que desceu correndo fez um disparo com a winchester papo amarelo calibre44mm que usávamos naquela época – sim porque eu também usava uma -. Ato contínuo também adentramos na mata eu por um lado e o Jaime pelo outro vindo mais atrás o finado Rivoredo.

Em certo momento ouvi um gemido e fiz sinal pro Jaime então, com as devidas precauções nos aproximamos e avistamos o sujeito caído ao solo. Quando chegamos até ele, percebemos que o tiro tinha atingido de raspão sua cabeça arrancando parte do couro cabeludo ficando pendurado na cabeça. Então falei pro Jaime: ‘Estamos ferrado, pois acho que o cara morreu’, entretanto logo percebemos que, ele continuava a gemer e nesse momento corremos até à casa dele e solicitamos uma toalha, para tentar  recolocar o couro cabeludo em torno da cabeça e amarrá-la com a toalha.

A mãe dele do ferido,  ao ver o filho naquele estado, começou a gritar e a esculhambar com a guarnição e  imediatamente retornamos a Central com o sujeito, mas tal figura  de tão ruim já chegou na Central caminhando como se nada tivesse acontecido.

Na citada repartição, o secretário José Mário ainda estava lá  e encaminhamos o sujeito ao Hospital São José. Logo em seguida chegou a mãe de sujeito acompanhada por um advogado e o advogado em alto tom esbravejava: ‘VOU COLOCAR TODOS ESSES POLICIAIS NA RUA!’ TENDO O Dr. José Mário então se aproximado do advogado e gentilmente tocado seus ombros,  dizendo: NOBRE ADVOGADO, QUEM COLOCA POLICIAL FORA DA SECRETARIA SOU EU E NAO ADVOGADO. Em seguida se dirigiu até nos e é serenamente falou, fiquem despreocupados que nada vai acontecer porque ninguém vai ameaçar um policial e ficar na impunidade. E realmente não fomos submetidos a qualquer procedimento punitivo e o sujeito ainda foi autuado em flagrante e encaminhado ao Presídio ILHA de Santo Antônio.

O mais  interessante é que esse sujeito deve pensar até hoje que fui eu que o acertou e por essa razão vivia fazendo ameaças contra mim dizendo que quando saísse do presídio iria acertar as contas comigo e, eu também nunca me manifestei ao contrário.

Em razão desse evento e de outros é que sempre digo o Secretário JOSÉ MÁRIO foi um dos melhores secretários que essa secretaria já teve, evidentemente não desmerecendo os demais secretários, mas na época dele a gente quase de tudo e ele sempre estava presente acompanhando os policiais nessas situações.

 

 


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