Janot se manifesta contra devolução de equipamentos para a Polícia Legislativa

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PARA JANOT, MATERIAIS DEVEM SER MANTIDOS NA JUSTIÇA PARA PRESERVAR AS INVESTIGAÇÕES (FOTO: ANDRÉ DUSEK/ ESTADÃO)
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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou contra a reclamação apresentada pelo Senado pedindo a devolução imediata de equipamentos e documentos apreendidos na Polícia Legislativa. Os objetos foram recolhidos pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Métis, em outubro. Para Janot, os materiais devem ser mantidos na Justiça para preservar as investigações.
A reclamação do Senado foi apresentada pela Advocacia-Geral da Casa ao Supremo após decisão do ministro Teori Zavascki de suspender a Operação Métis e solicitar que o inquérito fosse encaminhado à Corte. O ministro também pediu o envio de todos os equipamentos eletrônicos do Senado capazes de identificar e gravar interceptações telefônicas.

Janot argumentou que a decisão de Teori é para suspender o inquérito, não tendo efeitos sobre a parte que determinou a apreensão dos objetos. Ele também destacou que o prazo para espelhamento da mídia e de devolução dos equipamentos estipulado pela Justiça Federal, de 30 dias, ainda não venceu.

“Ante tal contexto, e em atenção à necessidade de serem preservados os elementos de prova eventualmente coletados a partir de ordem de juízo aparentemente competente, manifesta-se o Procurador-Geral da República pelo não conhecimento do pedido, ante a ausência de interesse, ou a expressa manutenção da determinação de serem efetuados devidos os espelhamentos de mídias e cópias de documentos no prazo de 30 (trinta) dias, com a posterior restituição dos bens”, escreveu o procurador-geral.

No despacho, Janot considerou que, mesmo após a suspensão da operação, “não há nenhuma ilegalidade flagrante a ponto de justificar a imediata liberação dos bens apreendidos”. “Nesse contexto, não se verifica nenhuma desproporcionalidade no ato, muito menos justificativa para devolução sem que se realize, pelo menos, o espelhamento determinado na ordem judicial”, escreveu, ressaltando que a autorização da operação se afigurava aparentemente competente.

Autorizada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, a operação da Polícia Federal foi realizada para apurar se policiais legislativos agiram para obstruir a Operação Lava Jato e favorecer parlamentares investigados. O juiz também autorizou a prisão temporária de quatro policiais legislativos suspeitos de embaraçar as investigações da Lava Jato. Todos foram liberados após cinco dias na prisão.

Por envolver políticos com foro privilegiado, o Senado argumentou que apenas o STF teria competência para autorizar a operação no Legislativo. Na ocasião, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), chegou a chamar Vallisney de “juizeco”. (AE)

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