Para que serve a ‘reputação ilibada’ de Dilma?

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Josias de Souza .

Dilma Rousseff é a pessoa mais honesta que ela conhece. Há quatro dias, discursando num Congresso da CUT, a presidente dirigiu um repto à oposição: “Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa suficientes para atacar a minha honra?” Uma interrogação puxa outra: para que serve a reputação ilibada de Dilma?

Os conceitos auto-congratulatórios de Dilma não interessam muito, com todo respeito ao seu direito de expressá-los. Um presidente da República não pode ser apenas uma pose. É preciso que, por trás da pose, haja uma noção qualquer de decência. E o que há por trás da pose, no momento, é a sombra de Fernando Baiano.

Multi-operador do escândalo da Petrobras, Baiano disse em delação premiada ter repassado propinas milionárias para os peemedebistas Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Jader Barbalho, para o petista Delcídio Amaral e até para uma nora de Lula.

Vale a penas situar os personagens: Cunha negocia com o governo um arranjo que lhe salve o mandato. Renan e Jader são os principais aliados de Dilma no Senado. Delcídio é líder do governo. E Lula é Lula, uma espécie de rei sem trono.

É verdade que um pedaço do escândalo que compromete a pose de Dilma foi-lhe jogado no colo por Lula. Mas a oradora da CUT já era um mito gerencial na época em que a roubalheira acontecia debaixo do seu queixo de vidro de presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

Sob aplausos da plateia-companheira que a acolheu no auditório da CUT, Dilma enfiou no seu discurso uma frase com pretensões inconscientemente cômicas: “…o meu governo e o governo do presidente Lula propiciou e estimulou [sic] o mais enérgico combate à corrupção da nossa história.”

Uma pose nem precisa mentir para se valorizar, basta selecionar a meia-verdade mais conveniente e omitir o principal: a propinocracia estruturada na era petista quebra todos os recordes mundiais de rapinagem. E os rapinadores continuam dando as cartas. Movem-se com tal desenvoltura que transformam a “reputação ilibada” de Dilma numa virtude facilmente contornável.

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