Bolsonaro chama repórter de ‘Mané’, ao ser questionado sobre avó de Michelle

Após dois dias em maca vó de primeira-dama foi operada neste domingo (11) A primeira-dama Michelle Bolsonaro, ao […]


Bolsonaro chama repórter de ‘Mané’, ao ser questionado sobre avó de Michelle

Após dois dias em maca vó de primeira-dama foi operada neste domingo (11)

A primeira-dama Michelle Bolsonaro, ao discursar em libras no Parlatório, em momento alto da posse. Foto: Marcelo Camargo/ABr
A primeira-dama Michelle Bolsonaro, ao discursar em libras no Parlatório, em momento alto da posse. Foto: Marcelo Camargo/ABr

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) chamou de “mané” um repórter do jornal Folha de S.Paulo que o questionou neste domingo (11) sobre a situação da avó materna da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que, até sábado (10), estava em uma maca improvisada no corredor de um hospital público do Distrito Federal. Ele afirmou também que o jornal tenta estragar o Dia dos Pais. Maria Aparecida Firmo Ferreira, 78, teve fratura na bacia e foi transferida e submetida a uma cirurgia de urgência neste domingo (11).

“Pô, cara, não perturba não. Vocês estavam atrás de outra matéria. Acho que nem ela [Michelle] está sabendo. Perturba não”, reagiu Bolsonaro, enquanto se preparava para dar uma volta de motocicleta na manhã deste domingo.

Diante da insistência, o presidente quis saber qual era o veículo para o qual o jornalista trabalha.

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“Só podia ser a Folha para tentar estragar o domingo do Dia dos Pais”, afirmou, acrescentando pouco tempo depois: “Dá um tempo aí, ô mané”.

Bolsonaro também não quis dizer se a primeira-dama iria procurar a avó. “Pergunta para ela [Michelle].”

A Folha de S.Paulo esteve no Hospital Regional de Ceilândia, na periferia do DF, na tarde de sábado e encontrou Maria Aparecida Firmo Ferreira, 78, em uma maca no corredor da unidade. Ela informou ter fraturado o fêmur em uma queda e disse que estava naquela situação desde quinta-feira (8).

Michelle Bolsonaro e sua avó Maria Aparecida Firmo Ferreira em hospital de Ceilândia. Fotos: Marcos Corrêa/PR e Daniel Carvalho/Folhapress
Após o jornal ter procurado o Governo do Distrito Federal para um posicionamento sobre a situação de superlotação do hospital e do caso específico da aposentada, Maria Aparecida foi transferida para o Hospital de Base, unidade em Brasília com uma estrutura melhor.

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal informou que, ao contrário da lesão que a aposentada dizia acreditar ter, ela não fraturou o fêmur, mas a bacia.

A assessoria do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal disse que Maria Aparecida não passou na frente de outros pacientes, mas que foi submetida a exames que indicaram a cirurgia de urgência.

Ainda de acordo com o instituto, o Hospital de Base é referência em ortopedia e recebe pacientes de outros hospitais do DF, do entorno e de outros estados diariamente “e sempre atende todos dentro dos critérios médicos”.

No sábado, a assessoria do governador informou que, sobre o Hospital Regional de Ceilândia, onde há outros pacientes em macas nos corredores, a unidade é um dos equipamentos que está sofrendo reformas, a primeira em 40 anos, e tem deficiências, além de ser insuficiente para cuidar da população da maior cidade do DF. De acordo com o GDF, o hospital tem 317 leitos e 31 ortopedistas.

De acordo com a assessoria, o governador Ibaneis Rocha anunciou nesta sexta-feira (9) a construção de um novo hospital para a cidade, com 380 leitos, além de um materno-infantil, com 180 leitos.

O GDF informou não ter recebido qualquer aviso sobre eventual visita do presidente ou da primeira-dama ao hospital onde está internada Maria Aparecida. (Folhapress)


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