Lula na Esplanada seria o ‘bolsa habeas corpus’

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Marcelo Casa
Marcelo Casa

Josias de Souza

Marcelo Casal/ABr

O segredo para quem deseja acompanhar o noticiário político é manter sempre à mão, como um comprimido de Isordil, uma dose de ceticismo. Ninguém está livre do risco de sofrer um infarto. Ou de sentir as dores da decepção de descobrir que apoiou o Lula sem saber que estava apoiando os afilhados de Fernando Collor na Petrobras e os negócios do consultor José Dirceu. Um cético jamais se deixará surpreender pelo absurdo. Como a notícia de que o petismo deseja fazer de Lula um ministro de Dilma.

Alega-se que, em tempos de guerra contra o impeachment, Lula na Esplanada seria a garantia de que não faltará comando à infantaria do governo. Lorota. Além de realçar o raquitismo político de Dilma, o argumento ofende a inteligência do brasileiro. Ninguém ignora que Lula já é o poder de fato em Brasília. Em verdade, deseja-se retirá-lo do raio de ação do doutor Sérgio Moro. Ministro, Lula passaria a dispor de foro privilegiado. E o juiz da Lava Jato não poderia mandar prendê-lo.

A esse ponto chegou o PT: sitiado por delatores, o partido vive a neurose do que está por vir. E teme que seu grande líder, estalando de autoridade moral, vá fazer companhia atrás das grades ao “dinheirista” José Dirceu e ao “pixuleco” João Vaccari Neto. Deve-se o pânico às interrogações que boiam na atmosfera. Que revelações fará Renato Duque em sua delação? Marcelo Odebrecht abrirá o bico? O silêncio de Leo ‘OAS’ Pinheiro resistirá à primeira sentença condenatória?

No final de fevereiro, Lula estrelou um ato “em defesa da Petrobras”, no Rio de Janeiro. Ao discursar (veja trechos no vídeo veiculado no rodapé), insinuou que a estatal petroleira virou escândalo pelas mãos de uma “elite que não se conforma com a ascensão dos mais pobres.” Pintou-se para o confronto: “Eu quero paz e democracia, mas se eles querem guerra, eu sei lutar também.‘‘

Nesse dia, Lula prometera cruzar o país em defesa da Petrobras. Mas não tem viajado. O programa de milhagem da Air Odebrecht micou. Ele aconselhara Dilma a “levantar a cabeça”. Chegara mesmo a apresentar-se como exemplo: “Sou filho de uma mulher analfabeta, de um pai analfabeto. E o mais importante legado que minha mãe deixou foi o direito de eu andar de cabeça erguida. E ninguém vai fazer eu baixar a cabeça neste país. Honestidade não é mérito, é obrigação.”

É sempre reconfortante saber que Lula, avalista das nomeações dos petrogatunos que pilharam a Petrobras, continua sendo a pessoa mais honesta que ele conhece. Nessa condição, não precisa se esconder do juiz Moro numa trincheira ministerial. Sua nomeação para o ministério corresponderia ao lançamento de um prorama novo: o ‘Bolsa Habeas Corpus’. Coisa nunca antes vista na história desse país. Seria quase tão humilhante quanto o xilindró.

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