Lula na Esplanada seria o ‘bolsa habeas corpus’

WhatsApp
Facebook
Twitter


Marcelo Casa
Marcelo Casa

Josias de Souza

Marcelo Casal/ABr

O segredo para quem deseja acompanhar o noticiário político é manter sempre à mão, como um comprimido de Isordil, uma dose de ceticismo. Ninguém está livre do risco de sofrer um infarto. Ou de sentir as dores da decepção de descobrir que apoiou o Lula sem saber que estava apoiando os afilhados de Fernando Collor na Petrobras e os negócios do consultor José Dirceu. Um cético jamais se deixará surpreender pelo absurdo. Como a notícia de que o petismo deseja fazer de Lula um ministro de Dilma.

Alega-se que, em tempos de guerra contra o impeachment, Lula na Esplanada seria a garantia de que não faltará comando à infantaria do governo. Lorota. Além de realçar o raquitismo político de Dilma, o argumento ofende a inteligência do brasileiro. Ninguém ignora que Lula já é o poder de fato em Brasília. Em verdade, deseja-se retirá-lo do raio de ação do doutor Sérgio Moro. Ministro, Lula passaria a dispor de foro privilegiado. E o juiz da Lava Jato não poderia mandar prendê-lo.

A esse ponto chegou o PT: sitiado por delatores, o partido vive a neurose do que está por vir. E teme que seu grande líder, estalando de autoridade moral, vá fazer companhia atrás das grades ao “dinheirista” José Dirceu e ao “pixuleco” João Vaccari Neto. Deve-se o pânico às interrogações que boiam na atmosfera. Que revelações fará Renato Duque em sua delação? Marcelo Odebrecht abrirá o bico? O silêncio de Leo ‘OAS’ Pinheiro resistirá à primeira sentença condenatória?

No final de fevereiro, Lula estrelou um ato “em defesa da Petrobras”, no Rio de Janeiro. Ao discursar (veja trechos no vídeo veiculado no rodapé), insinuou que a estatal petroleira virou escândalo pelas mãos de uma “elite que não se conforma com a ascensão dos mais pobres.” Pintou-se para o confronto: “Eu quero paz e democracia, mas se eles querem guerra, eu sei lutar também.‘‘

Nesse dia, Lula prometera cruzar o país em defesa da Petrobras. Mas não tem viajado. O programa de milhagem da Air Odebrecht micou. Ele aconselhara Dilma a “levantar a cabeça”. Chegara mesmo a apresentar-se como exemplo: “Sou filho de uma mulher analfabeta, de um pai analfabeto. E o mais importante legado que minha mãe deixou foi o direito de eu andar de cabeça erguida. E ninguém vai fazer eu baixar a cabeça neste país. Honestidade não é mérito, é obrigação.”

É sempre reconfortante saber que Lula, avalista das nomeações dos petrogatunos que pilharam a Petrobras, continua sendo a pessoa mais honesta que ele conhece. Nessa condição, não precisa se esconder do juiz Moro numa trincheira ministerial. Sua nomeação para o ministério corresponderia ao lançamento de um prorama novo: o ‘Bolsa Habeas Corpus’. Coisa nunca antes vista na história desse país. Seria quase tão humilhante quanto o xilindró.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Últimas Notícias

Screenshot_20240718_121050_WhatsApp
Luto - Adalberto Mendanha
Screenshot_20240714_160605_Chrome
Luto - Morre Dalton di Franco
Screenshot_20240702_125103_WhatsApp
Luto - Cleuza Arruda Ruas
Screenshot_20240702_102327_WhatsApp
Corpo de Bombeiros conduz o corpo do Colega Jesse Bittencourt até o cemitério.
Screenshot_20240701_163703_WhatsApp
Luto - Jesse Mendonça Bitencourt
IMG-20240624-WA0159
Luto - Morre Salvador Santos
Screenshot_20240305_093343_Gallery
Unimed -Teleconsulta
Screenshot_20240312_051459_Facebook
Luto – Gertudes Alves Araujo Finzes
Screenshot_20240304_182440_WhatsApp
Nota de pesar - Francisco Candido Marcolino Neto
Screenshot_20240123_061932_Chrome
Bancada sindical busca consenso para apresentar contraproposta na MNNP

Últimas do Acervo

Screenshot_20240719_062109_Chrome
Dois anos da morte da morte do colega João Caetano da Silva.
Screenshot_20240719_061523_Chrome
Quatro anos da morte da morte do colega Antonio Jose Lizardo.
Screenshot_20240711_181900_WhatsApp
Um ano do falecimento do colega Jose Henrique da Silva.
Screenshot_20240711_123156_Chrome
Nove anos da morte do colega Justino Alves
Screenshot_20240702_125103_WhatsApp
Luto - Cleuza Arruda Ruas
Screenshot_20240702_102327_WhatsApp
Corpo de Bombeiros conduz o corpo do Colega Jesse Bittencourt até o cemitério.
Screenshot_20240701_163703_WhatsApp
Luto - Jesse Mendonça Bitencourt
Screenshot_20240610_144417_Chrome
Um ano da morte do colega Joao Couto Cavalcante
Nossa capa de hoje daremos destaque à colega Datiloscopista do ex-Territorio, Juliana Josefa da Silva, pessoa muito amável e querida por todos que a conhece.
Coletânea de arquivos fotográficos de companheiros antigos da PC - RO
Screenshot_20240510_192125_WhatsApp
Um ano da morte da morte do colega Antônio Rodrigues da Silva

Conte sua história

20220903_061321
Suicídio em Rondônia - Enforcamento na cela.
20220902_053249
Em estrada de barro, cadáver cai de rabecão
20220818_201452
A explosao de um quartel em Cacoal
20220817_155512
O risco de uma tragédia
20220817_064227
Assaltos a bancos continuam em nossos dias
116208107_10223720050895198_6489308194031296448_n
O começo de uma aventura que deu certo - Antonio Augusto Guimarães
245944177_10227235180291236_4122698932623636460_n
Três episódios da delegada Ivanilda Andrade na Polícia - Pedro Marinho
gabinete
O dia em que um preso, tentou esmurrar um delegado dentro do seu gabinete - Pedro Marinho.
Sem título
Em Porto Velho assaltantes levaram até o pesado cofre da Padaria Popular
cacoal
Cacoal nas eleições de 1978 - João Paulo das Virgens