Moro: Corrupção seguirá existindo, mas devemos romper regras da impunidade

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O juiz federal Sergio Moro participa na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado de audiência pública sobre projeto que altera o Código de Processo Penal (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

JUIZ FOI AO MÉXICO A CONVITE DA ONG MEXICANOS CONTRA A CORRUPÇÃO

MORO FOI AO MÉXICO PARA DETALHOU SUA LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO (FOTO: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR)
O juiz Sérgio Moro disse no México que ‘a corrupção seguirá existindo, mas devemos romper as regras da impunidade”. O juiz da Operação Lava Jato falou a estudantes de Direito e também foi ao Senado mexicano, nesta terça-feira, 27, e esteve com ministros da Suprema Corte de Justiça, a quem detalhou sua luta contra a corrupção que, a partir do Brasil, se espalhou por outros países.
Moro viajou a convite da ONG Mexicanos contra a Corrupção.

Moro já aplicou 118 sentenças na Lava Jato, condenando empreiteiros, doleiros, ex-executivos da Petrobrás e políticos, entre eles o ex-presidente Lula, que pegou 9 anos e meio de reclusão, pena que subiu depois a 12 anos e um mês no julgamento do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região.
O juiz destacou a relevância dos delatores na Lava Jato. “Foi muito importante a colaboração de delinquentes confessos. Um ex-diretor da Petrobrás revelou os crimes de outro. Isso possibilitou processar um caso muito mais grande que revelou todo um sistema criminoso”, disse Moro, segundo reportagem publicada no site do jornal El País.

“É importante ter provas. Não se pode julgar somente com depoimentos.”

El País informou que em uma reunião com jornalistas, Moro revelou os caminhos da Lava Jato para se converter no caso judicial mais famoso da América Latina rompendo pacto de impunidade entre o poder político e grandes corporações empresariais.

O juiz assinalou a cooperação da Suíça como fator de grande peso para o avanço da Lava Jato. “A investigação contou com a cooperação da Suíça.”

Moro observou que Berna impôs condições para a cooperação. “Dariam informações sobre subornos, mas exigiram que o Brasil não processasse por delitos fiscais por meio dessas provas cedidas.”

A operação ultrapassou as fronteiras brasileiras e alcançou políticos e empresários na Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Peru, República Dominicana, Venezuela e México.

Moro disse que o impressionou o juiz italiano Giovanni Falcone que, nos anos 1980 e 1990, aplicou mais de 300 sentenças condenatórias a mafiosos sicilianos na Operação Mãos Limpas.

Moro falou sobre as multidões que tomaram as ruas em 2016 para protestar contra a corrupção nas principais capitais brasileiras. Muitos manifestantes usavam máscaras e camisetas com sua imagem. O juiz disse que não foi iniciativa sua e nem pediu a ninguém.

Disse, ainda, que as sentenças da Lava Jato ‘não são trabalho de um só homem’. Segundo ele, o Brasil tem ‘uma democracia muito exigente, depois dos anos de governo militar’. Ele pontuou que, atualmente, as instituições estão fortalecidas, como o sistema de Justiça. Destacou a ‘independência’ dos órgãos de investigação.

“A Lava Jato contou com o apoio da opinião pública e da imprensa”, anotou. “Têm sido determinantes porque evitam a obstrução da Justiça.”

Ao se referir aos réus da Lava Jato, políticos e empresários, Moro afirmou aos mexicanos. “Esta gente é muito poderosa.”

“Também foi importante ter sorte.” (AE)

Diariodopoder.com.br

Fabio Ricardo Pozzebom

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