TSE arquiva primeira ação que pedia cassação da chapa Bolsonaro-Mourão

Esta, no entanto, não é a ação mais importante, que trata do uso de disparos em massa de […]


TSE arquiva primeira ação que pedia cassação da chapa Bolsonaro-Mourão

Esta, no entanto, não é a ação mais importante, que trata do uso de disparos em massa de fake news durante a disputa presidencial de 2018
24 de junho de 2020, 05:17 h Atualizado em 24 de junho de 2020, 05:58
Bolsonaro e Mourão participam de cerimônia em Brasília 28/03/2019 (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
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Sputnik – Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu ontem (23) arquivar uma ação que pedia a cassação da chapa vencedora da eleição presidencial de 2018 por suposto abuso de poder econômico durante a campanha.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) ajuizada pela coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PCdoB/Pros) defendia que o presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão, teriam sido beneficiados pela irregular instalação de outdoors em pelo menos 33 municípios de 13 estados brasileiros no período pré-eleitoral. Além de ilegal, a medida, segundo a coligação, teria comprometido o equilíbrio do pleito.

​Em investigações realizadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), foram identificados 179 outdoors instalados por dezenas de contratantes em 25 estados. No entanto, o relator da ação, o ministro Og Fernandes, considerou que não houve “comprovação inequívoca da gravidade das condutas imputadas como ilegais”, parecer acompanhado pelos demais ministros.

Para Fernandes e os demais magistrados da corte, não foi caracterizado abuso de poder econômico porque não foram apresentadas evidências de ação orquestrada, de ligação entre a chapa e as instalações ou mesmo de interferência no equilíbrio da eleição. Por unanimidade, decidiu-se pela improcedência e pelo arquivamento da ação.

​Atualmente, há outras cinco Aijes envolvendo a chapa Bolsonaro-Mourão em tramitação no TSE, sendo quatro relativas à contratação do serviço de disparos em massa de mensagens no WhatsApp e outra, em fase de recurso, sobre o uso indevido dos meios de comunicação no período de campanha.


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