Com aliados como Renan, Dilma dispensa rivais

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Josias de Souza
José Cruz/ABr

Até bem pouco, Renan Calheiros tinha sempre no bolso pedidos de nomeação de apadrinhados para cargos em repartições públicas e estatais. Hoje, investigado no escândalo da Petrobras sob a suspeita de receber propinas, o presidente do Senado tem sempre à mão um comício contra o governo.

Articulado com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, Renan ensaia a imposição de uma agenda do Poder Legislativo ao Executivo. Nela, cabem até boas propostas. Por exemplo: a redução do número de ministérios de 39 para 20 e o corte dos chamados cargos comissionados, desses que são preenchidos sem concurso.

São ótimas ideias. O problema é a falta de nexo. Ao defender a supressão de ministérios e cargos, o PMDB cospe num prato no qual talvez já não possa comer com a mesma voracidade. Sob as lupas do STF e da Procuradoria, Renan decerto não se sente à vontade para reocupar nichos do Estado, como fez na Transpetro por 12 anos.

Para desassossego de Dilma, Renan declarou que o pacote de ajustes do governo não passará pelo Legislativo intacto. “O Congresso Nacional está pronto para fazer a sua parte. Não há como o Parlamento abrir mão de aprimorar o ajuste fiscal proposto pelo Executivo. O ajuste como está tende a não ser aceito pelo Congresso porque é recusado pelo conjunto da sociedade.‘‘

É bom, é muito bom, é ótimo que o Congresso exerça suas atribuições com independência. Mas a autoconversão de Renan em pregoeiro dessa causa desafia a lógica. No final de dezembro, o mesmo Renan colocou o Congresso a serviço do Planalto para aprovar o projeto que autorizou Dilma 1 a descumprir a meta de superávit de caixa, escondendo uma irresponsabilidade fiscal que agora explode no colo de Dilma 2.

Em fevereiro, Renan foi reconduzido à presidência do Senado pela quarta vez com o apoio decisivo de Dilma. A presidente acreditava piamente que Renan seria o extintor que apagaria no Senado os pavios que Eduardo Cunha acenderia na Câmara. A aliança com Renan condena Dilma ao silêncio. Quem acredita piamente em políticos como Renan perde até o direito de piar.

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