Lula não está no volume morto e tem gás para 2018

WhatsApp
Facebook
Twitter



“Em julho de 2002, Lula tinha 33% em pesquisa do Ibope, contra 26% de Ciro Gomes. Oito ou nove pontos mais que hoje, sem ter passado por tantos abalos. Depois Serra cresceu, houve o segundo turno e Lula ganhou”, analisa Tereza Cruvinel, em sua nova coluna no 247; “Da mesma forma, em 2006, quando concorreu à reeleição, depois da hecatombe do mensalão. Em julho Lula tinha 44% contra 27% de Geraldo Alckmin em pesquisa do Ibobe. Sendo presidente naquela época, sua posição não era assim tão melhor que a de hoje”; segundo Tereza, a corrida de 2018 nem começou e Lula “tem combustível para enfrentá-la”

Por Tereza Cruvinel

O realismo é um atributo essencial aos políticos. Os que perdem o pé da realidade costumam se espatifar. Foi o realismo diante das circunstâncias atuais que levou Lula a fazer a metáfora do “volume morto”, por ora nem desmentida nem confirmada, embora seja bem típica da linguagem dele. Horas depois de divulgada, entretanto, a pesquisa Datafolha sugeriu que Lula errou. Ele não está no “volume morto”, no sentido de que não teria condições para concorrer em 2018, como logo entenderam seus adversários. Em segundo lugar numa simulação com Aécio Neves como candidato do PSDB, Lula fica com 25%, dez pontos atrás do tucano, com 25% de preferência. Se o candidato fosse Alckmin, teria 26% contra 25% de Marina Silva e 20% do governador tucano.

Ora, ter 25% de preferência hoje, quando se tornou claro objeto de caça do juiz Sergio Moro e de outros que não pensam em outra coisa senão em “pegar o Lula” não significa estar no volume morto. Se com tudo isso ele ainda liderasse a corrida precoce, seria um fenômeno raro. Lula continua competitivo até mesmo em comparação com seu próprio desempenho nas disputas do passado.

Em julho de 2002, por exemplo, Lula tinha 33% em pesquisa do Ibope, contra 26% de Ciro Gomes. Oito ou nove pontos mais que hoje, sem ter passado por tantos abalos. Depois Serra cresceu, houve o segundo turno e Lula ganhou. Da mesma forma, em 2006, quando concorreu à reeleição, depois da hecatombe do mensalão. Em julho Lula tinha 44% contra 27% de Geraldo Alckmin em pesquisa do IBOPE. Sendo presidente naquela época, sua posição não era assim tão melhor que a de hoje.

Esta corrida ainda nem começou e Lula, com os 25%/26% atuais, tem combustível para enfrentá-la. É claro que, daqui até lá, muita coisa pode acontecer. Tanto ele, como Dilma e o PT podem enfrentar revezes maiores aí pela frente. Mas a leitura de hoje é esta.

Diferente é a situação da presidente Dilma e seu governo. Os meros 10% de ótimo e bom dificultam a reação do governo. E dificultam principalmente a gestão política na relação com o Congresso. Quanto mais impopular um presidente, mais arredios serão os parlamentares, mais contestadores serão os presidentes das duas casas em busca de poder e caminhos próprios. Dilma só tem como reagir através das ações de governo, dando notícias boas ao país, como disse Lula na suposta conversa com religiosos. Mas a economia não ajuda e o cerco agora se ampliou. A prisão dos presidentes e executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez são fatos muito graves, inclusive para a combalida economia, e o TCU reabriu a agenda do impeachment com o caso da rejeição das contas de 2014.

PMDB, ainda sem alternativas

Todos os dirigentes do PMDB dizem, em conversas nem tão reservadas, que a aliança com o PT pode até chegar ao fim do governo Dilma, aos trancos e barrancos, mas não será reeditada na sucessão de 2018, quando terão candidato próprio.

A pesquisa Datafolha, entretanto, indica que terão que trabalhar muito para produzir este candidato. Três possíveis postulantes foram avaliados, não ainda como candidatos, mas quanto ao conhecimento e à aprovação do desempenho nos cargos que ocupam: o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o presidente do Senado, Renan Calheiros. Entre os três, o mais conhecido é Temer, com 10%, seguido de Cunha (5%) e Renan (9%). Mas é Cunha, o menos conhecido, que tem melhor avaliação de desempenho: 17% de bom contra 15% de Michel e 13% de Renan.

Um dos objetivos que Cunha vem perseguindo com seu programa “Câmara Itinerante”, que o vem levando a fazer sessões em diferentes estados, é tornar seu nome mais conhecido nacionalmente. Cuidem-se, Renan e Michel, se querem entrar no páreo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Últimas Notícias

Screenshot_20240718_121050_WhatsApp
Luto - Adalberto Mendanha
Screenshot_20240714_160605_Chrome
Luto - Morre Dalton di Franco
Screenshot_20240702_125103_WhatsApp
Luto - Cleuza Arruda Ruas
Screenshot_20240702_102327_WhatsApp
Corpo de Bombeiros conduz o corpo do Colega Jesse Bittencourt até o cemitério.
Screenshot_20240701_163703_WhatsApp
Luto - Jesse Mendonça Bitencourt
IMG-20240624-WA0159
Luto - Morre Salvador Santos
Screenshot_20240305_093343_Gallery
Unimed -Teleconsulta
Screenshot_20240312_051459_Facebook
Luto – Gertudes Alves Araujo Finzes
Screenshot_20240304_182440_WhatsApp
Nota de pesar - Francisco Candido Marcolino Neto
Screenshot_20240123_061932_Chrome
Bancada sindical busca consenso para apresentar contraproposta na MNNP

Últimas do Acervo

Screenshot_20240719_062109_Chrome
Dois anos da morte da morte do colega João Caetano da Silva.
Screenshot_20240719_061523_Chrome
Quatro anos da morte da morte do colega Antonio Jose Lizardo.
Screenshot_20240711_181900_WhatsApp
Um ano do falecimento do colega Jose Henrique da Silva.
Screenshot_20240711_123156_Chrome
Nove anos da morte do colega Justino Alves
Screenshot_20240702_125103_WhatsApp
Luto - Cleuza Arruda Ruas
Screenshot_20240702_102327_WhatsApp
Corpo de Bombeiros conduz o corpo do Colega Jesse Bittencourt até o cemitério.
Screenshot_20240701_163703_WhatsApp
Luto - Jesse Mendonça Bitencourt
Screenshot_20240610_144417_Chrome
Um ano da morte do colega Joao Couto Cavalcante
Nossa capa de hoje daremos destaque à colega Datiloscopista do ex-Territorio, Juliana Josefa da Silva, pessoa muito amável e querida por todos que a conhece.
Coletânea de arquivos fotográficos de companheiros antigos da PC - RO
Screenshot_20240510_192125_WhatsApp
Um ano da morte da morte do colega Antônio Rodrigues da Silva

Conte sua história

20220903_061321
Suicídio em Rondônia - Enforcamento na cela.
20220902_053249
Em estrada de barro, cadáver cai de rabecão
20220818_201452
A explosao de um quartel em Cacoal
20220817_155512
O risco de uma tragédia
20220817_064227
Assaltos a bancos continuam em nossos dias
116208107_10223720050895198_6489308194031296448_n
O começo de uma aventura que deu certo - Antonio Augusto Guimarães
245944177_10227235180291236_4122698932623636460_n
Três episódios da delegada Ivanilda Andrade na Polícia - Pedro Marinho
gabinete
O dia em que um preso, tentou esmurrar um delegado dentro do seu gabinete - Pedro Marinho.
Sem título
Em Porto Velho assaltantes levaram até o pesado cofre da Padaria Popular
cacoal
Cacoal nas eleições de 1978 - João Paulo das Virgens