Precisa-se de heróis – Jair Queroz

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Não sou “do contra”, exceto em relação a aquele que diz que sou do contra.
Isso mesmo! Em matéria de política eu não sou “do contra”. Para mim ser do contra é sinal de não ter compreendido o princípio da democracia que prega o Governo do povo, para o povo e pelo povo.
Na campanha, sim, concordo, pois cada lado apresenta seu candidato e o enaltece conforme seus atributos. Acrescer-lhe valores faz parte do jogo, mas pode constituir-se numa armadilha e se voltar contra o candidato e por extensão contra o povo.
É por essa e outras nesse sentido que permanece vivo o antigo adágio que infere que “todo povo tem o governante que merece”.
De fato o governante reflete o caráter do povo que o elege, porém há que se considerar que é possível iludir o povo com falsas promessas e induzi-lo ao erro, pois é natural que o eleitor espere auferir vantagens com a eleição do seu candidato.
Não estamos inferindo sobre vantagens espureas, mas aquelas que decorrem do natural desejo de ser liderado por um representante probo, honrado, capaz de transformar a nossa realidade social, histórica, aliviando a carga que a sobrevivência nós impõe.
Inconscientemente buscamos o paraíso na terra e mediante essa expectativa escolhemos nossos ídolos.
Tem sido assim desde os antigos gregos e seus heróis mitológicos de quem esperavam poderes que os redimisse da vida perversa e os elevasse ao Olimpo.
Quem nunca sonhou em ser governado por um ser poderoso do naipe de um Hércules, Agamenon, Aquiles, Ajax, Atlanta…??
Nosso inconsciente continua em busca do herói que seja capaz de nos redimir da insignificante condição humana frente aos profundos abismos que nos remete ao fato de sermos “todos iguais perante a lei, mas profundamente desiguais perante à realidade social”.
O pragmatismo, fruto do sistema secular imposto pela ciência moderna nos cegou e deixamos de ver dignidade e honra onde elas realmente se encontram.
Tais características não estão atreladas ao sucesso empresarial ou nas conquistas pessoais e títulos emitidos por instituições que podem ser compradas.
As grandes virtudes decorrem de gestos protagonizados por pessoas simples, como quem empurra uma maca com uma paciente pela margem de uma rodovia enlameada, movida por um impulso hercúleo de salvar uma vida; Outra que pelas mesmas nobres razões “flutou” por cima das águas da correnteza para levar o bálsamo aos doentes…
São assim os heróis verdadeiros! Surgem do nada, da lama da estrada, suspensos por um fio de arame, mas deixamos que partam sem render-lhes os devidos créditos. São muitos que nos dão esses sinais, mas infelizmente perdemos o dom de elegermos heróis verdadeiros e seguimos degadliando sobre nossos ídolos de barro, esperando que sejam capazes de edificar nossa realidade sobre uma rígida rocha.
Pobres de nós!!!
Jair Queiroz é policial aposentado e Psicólogo

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