Rui Falcão: ‘Atos anti-corrupção não nos preocupam

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Presidente do partido, que está em Salvador para o 5º Congresso Nacional do partido, afirma que “esses movimentos não são populares”, em referência aos atos marcados por manifestantes críticos ao governo e que protestam pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff; sobre a tese do impeachment, declarou: “Isso não está em discussão. É provocação desses movimentos”; em seu discurso na abertura do evento, Rui Falcão defenderá uma “reação vigorosa” da militância petista contra os que tentam “destruir o PT”

Por Romulo Faro, do Bahia 247 – O presidente nacional do PT, Rui Falcão, minimizou a movimentação de ativistas de oposição ao governo e defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff em Salvador nesta quinta-feira 11, quando começa o 5º Congresso Nacional do PT. Mais cedo, o líder do grupo Revoltados Online disse que dez ônibus levariam manifestantes à capital.

“Não estamos preocupados com manifestantes”, disse o dirigente petista, ao Bahia 247. “Esses movimentos não são populares”, acrescentou. Questionado sobre a tese do impeachment, defendida pelos manifestantes, que organizaram atos em diversas cidades nos últimos meses, Rui Falcão respondeu: “Isso não está em discussão. É provocação desses movimentos”. À frente do luxuoso Pestana Bahia Hotel, onde acontece o congresso, há poucos oposicionistas.

No discurso que fará na abertura do congresso, Rui Falcão defenderá que a militância protagonize uma “reação vigorosa” contra os que tentam “destruir” o partido. Sua fala foi divulgada antecipadamente pela assessoria de imprensa.

“Para sair da defensiva e retomar a iniciativa política, devemos desencadear uma reação vigorosa em todo o território nacional, mobilizando a militância contra os que tentam nos destruir. Não dá para ficarmos passivos, de cabeça baixa, enquanto nossos inimigos, valendo-se de grandes recursos midiáticos, transformam o boato em notícia, a suspeita em denúncia, a calúnia em verdade”, dirá o dirigente.

O presidente do PT também dirá que o partido está “sob forte ataque”. Para ele, a “ofensiva” contra a legenda “é uma campanha de cerco e aniquilamento”. “Como já tentaram no passado, querem acabar com a nossa raça”, dirá Rui Falcão em seu pronunciamento. Na avaliação do petista, as críticas dos dirigentes da sigla deverá estimular a legenda, que precisa de “correção de rumos”.

Tratamento diferente

Rui Falcão classificou as denúncias de corrupção contra o partido como uma “tentativa de criminalização do PT”. Segundo ele, não há o mesmo tratamento para investigações que atingem outros partidos e citou o “quase prescrito mensalão tucano”, a Operação Zelotes, que investiga um esquema de sonegação fiscal e o chamado “trensalão” que investiga contratos das administrações tucanas em São Paulo.

Falcão compara o tratamento dado às doações que são feitas por empresários para o PT. Segundo ele, as doações legais para o PT são tratadas como criminosas. Já para os tucanos, diz o presidente, as doações são tratadas como “doações da Irmã Dulce para a quermesse”.

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